quarta-feira, 13 de julho de 2016

Títulos estão ultrapassados

Se em minha primeira postagem escrevi sobre cinema, seria natural uma segunda acerca do mundo da adiposidade. Entretanto, não vejo como propícia a imposição de determinados tipos de regras. Não sou contra elas, não se enganem - alimentar os animais no zoológico é mesmo condenável -, mas delas também não posso fazer pauta relevante, não há chuva em período de seca ou sei lá o quê. Já a depressão é algo que nos acompanha, ou não, um estado de espírito sobre o qual podemos silenciar, pois, ainda assim, estará manifesto.

Almodóvar voltou aos cinemas com Julieta. Não é uma obra merecedora de maiores críticas, embora longe do melhor do diretor, parece ser um daqueles casos de bateu ou não bateu. Não há nada particularmente desastrado no filme, talvez uma mise-en-scène um tanto medíocre, abaixo do padrão que eu esperaria. O grande problema é a falta de comunicação em um nível emocional, o que torna a experiência um tanto morna. De toda forma, como mencionei, o filme parece funcionar para algumas pessoas, então: boa sorte.

No Netflix, para quem gosta de suspenses com pé no terror, vale conferir The Invitation, de Karym Kusama, diretora que já nos brindou com pérolas do tipo Aeon Flux e Garota Infernal, mas aqui surpreende com uma direção segura, mantendo uma atmosfera tensa e a constante sensação de que alguma coisa está errada em um 'simples' jantar entre amigos.

Para quem gosta de uma básica mistura de drama, comédia, romance, suspense, terror, gore, sobrenatural e fantasia, temos Amaldiçoado (Horns), do Alexandre Aja, um filme que demorei bastante para ver e se revelou tão torto quanto interessante. Crescem chifres no Harry Potter e ele precisa descobrir quem matou sua amada.


Nos cinemas, também é possível se entediar com Procurando Dori, que é exatamente o que eu esperava: um caça-níquel desnecessário e sem imaginação. A Pixar realmente já viveu dias melhores.

Quero finalizar, hoje, com um salto para a vida, sem rede de proteção, como deu Jair Bolsonaro há uns dias atrás. Bolsonaro nos faz pensar no quanto é importante se arriscar na vida, é do risco que tiramos nossas maiores lições. Só não tentem me segurar, ou a coisa vai ficar feia pra vocês.

Um abraço.

P.S.: Boa viagem, Harres!

Um comentário:

  1. Teu sarcasmo é foda! Adorei a menção à cena ridícula protagonizada por Bolsomito pra chegar ao tema proposto no início do texto,

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